
Um Lugar Perfeito Pra Ser Feliz (além de aqui mesmo dentro de nós)
Houve Um Tempo Em Que A Palavra Saudade Era Um Tanto Abstrata Pra Nós, Hoje Ela È Um Sentido Concreto...
Chego em casa e já sinto saudades suas. Pelos dias varias vezes imagino sua mão quente a segurar na minha, sempre a me resgatar do meio da multidão..Ando pelo centro da cidade, em meio aquele burburinho, vozes, apitos, buzinas...
De repente me remeto aquelas tardes chuvosas, aquelas manhãs frias, àquela casa pequena de madeira...Lembro da gente abrindo as janelas, lembro do cheiro de mofo misturado ao incenso...Nada mais era necessário dizer a não ser as palavras doces que teus olhos me confessavam..
Lembro do caminho verde que percorríamos antes de retornar ao chalé onde nos rendíamos ao jantar gostoso feito na meia luz por falta de lâmpada na pequena cozinha...Lembro de nossas mãos frias e de nossos corpos quentes de amor.De como deitávamos atravessados na cama os olhos perdidos um no outro, dos suspiros e pensamentos soltos em pequenos murmúrios .... De como olhava pra você caminhando ao meu lado, nos dois, mochilas nas costas, mãos entrelaçadas, você sorrindo como sempre, com seus grandes olhos cor de âmbar a olhar em torno como sempre a observar coisas que a mim passam despercebidas...
Vou lembrando, sem lógica nem seqüência, vou lembrando..Dos passarinhos que você dizia ser morcegos,e que eu dizia ser pássaros ( sendo eu mais poética rsrsrs)....E afinal eram pássaros a nos acordar ainda as 5 da manhã. Lembro de dois dorminhocos, sempre entre o sono profundo e o acordar repentino se procurando no meio da madrugada....Lembro dos sonhos e sorrisos trocados, do chocolate quente, dos biscoitos folheados, lembro do teu cabelo lavado com meu shampoo e de seu rosto rosado depois do banho morno...Você nunca esteve tão bonito...
Lembro de nossos embates amorosos, dos amanheceres incansáveis, dos beijos trocados, das pequenas picuinhas diárias, das dificuldades domésticas, do macarrão-iceberg congelado, derretido e comido vorazmente num domingo de fome ....De nós dois fazendo compras no mercadinho, da colaboração na cozinha, eu no fogão e você lavando os pratos....È com saudade que lembro e desejo tudo de volta.... Lembro do choro que antecede a despedida, do abraço sem fim, da vontade de dois se tornar um....Lembro e quero tudo de volta...Em breve, muito breve...
Escrito por Ana D às 10h16
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Fui ali ser feliz...
Fui e voltei...
Ainda feliz...
Feliz por todos os dias....
Grande saudade dos amigos
Matarei em breve
Apesar de não ter estado em casa esse fim de semana
Obrigada pelas visitas ...
PS: Por um momento de distração (pra não dizer burrice kkkk) eu deletei este Post que foi postado originalmente no dia 25/10 , e junto lá se foram os 27 comentários...Trouxe o post de volta, mas os comentários não deu...Depois de esbravejar, me conformei..rsrss Guardo na memoria todas as palavras amigas :)
Escrito por Ana D às 10h07
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Histórias de Amor, Ausência, Saudade, Encontros, Despedidas e Reencontros
Ela adorava revolver velhos livros, em velhos sebos, instalados em velhos casarões....Ia sempre em um que ficava numa rua do Centro antigo da Cidade..Por lá se perdia por horas, sentava-se nos grandes sofás, onde os freqüentadores dividiam espaço com 4 gatos siameses de olhos atentos....Ela procurava livros de Caio Fernando Abreu...Pegou um de Clarice Lispector uma de suas preferidas, junto com Florbela Espanca, Ana Cristina César e Silvia Plath. Ela gostava das escritoras geniais e atormentadas. Leu pequenos trechos do livro de Clarice: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida”.Como não gostar desta mulher ? Continuo a ler...De repente de dentro do livro, caiu um pequeno pedaço de papel amarelado pelo tempo..Não se conteve a passar os olhos:
Rio, 12 de dezembro de 1966
Minha Muito Querida Felicia
Escrevo-te com a intenção de que me perdoe..Fui um tolo...Te pedi coisas que sei esta alem de tuas possibilidades, mas é que me dói, me faz ficar doente ficar sem ti, por vezes não como, não penso, obcecado estou...Tal qual um viciado. Antes mesmo que me digas “tenho que ir” já me dói o coração, e como se já sentisse tua ausência, os dias vazios de tua presença. Me dói o corpo de saudade, me falta o ar....Em algum momento sei que tens que partir com lagrimas nos olhos, assim como sei que um dia voltas com esse teu sorriso que amo tanto..E é este momento que me faz seguir adiante. A saudade me consome, mas teu retorno é meu ar puro, é o azul do céu, é o amarelo dos jardins de girassóis, é o verde das altas montanhas, é o riso do meu filho....Vivo destes momentos e bem sei que devo ter paciência porque um dia estes serão dias comuns em nossas vidas....Eu te amo, bem sabes, e por isso sigo...Beijos, beijos...
Daquele Que Não Deixa De Pensar Em Ti,
Theo
Ela recolocou o bilhete dentro do livro e ficou a pensar o que haveria de ter sido daquela que parecia uma linda história de amor....
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... "
Diálogo da Raposa para o Principezinho, no livro O Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry

Escrito por Ana D às 10h19
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Se Elas Tem Sonhos Com Príncipes Encantados, Eles podem Ter Sonhos Com Fadas?
Ele sonhava com a fada. Ele tinha 20 e poucos anos..Ela pelo menos 2 e 500 anos...Era com uma fada diáfana que ele sonhava desde que tinha 8 anos...Uma madrugada, voltando sozinho, depois de um cervejada , caminhando por uma rua estreita, cortando caminho pra casa, uma chuvinha fina , uma lua cheia ,encoberta vez por outra por nuvens...De repente uma jovem toca em seu ombro:
- Ta tão molhado, não deseja um caldo quente ? Vem comigo.
Não sabe bem porque, ele a segue...Saem dos arredores do bairro mais movimentado, se embrenham pelo bosque de araucária..A casa dela no topo de uma arvore, as escadas sobem num caracol sem fim, ele subindo e aos poucos ficando tonto..Não sabia se era a altura ou a cerveja...Ele entra, um cheiro de incenso, de eucalipto, de chuva....Ela o enfeita com um colar de flores que tira de seu próprio pescoço..Agora que ele repara nela, sob a luz difusa do lampião. Vestia uma túnica leve, esvoaçante, muito comprida, arrastando no chão, os cabelos ruivos escorregava pelas costas, os pés pequenos apressados, circulavam pela casinha...Acendeu o fogo da lareira ,esquentou um caldeirão de sopa de cogumelos encantados, e o serviu generosamente. Enquanto sorvia o líquido quente, admirado por gostar, logo ele que odiava cogumelos, observava um vendaval de folhas de papel rabiscados com letras desenhadas, claves de sol, canções e poesias. Talvez a música composta por aquela fada fosse a mesma musica que tocava baixinho ao fundo num gramofone cor de cobre,escondido num canto daquela pequena morada...Ela se aproximou, ele se sentiu aconchegar num abraço ...Acordou, meio zonzo, com aquela sensação mágica ..Olhou em torno, na cabeceira uma foto de uma garota, cabelos lisos e castanhos, sorria. Sua fada não era diáfana nem ruiva e ele a amava intensamente em sua vida real . Achou graça do seu sonho..
E vocês, já tiveram suas fadas e príncipes encantados ??
Escrito por Ana D às 10h01
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Cenas Da Janela Em Frente
Tinha dias que Maria pensava intensamente em toda a vida que tinham vivido juntos...Em todos os pedaços dela que havia deixado nele...Maria havia oferecido seus dias de vida, sua sala de paredes antigas e mofadas,havia bordado pequenas almofadas coloridas para disfarçar seu sofá puído , havia colocado violetas na janela na intenção de transformar a velha casa num lar doce e aconchegante ...Havia cozinhado pra ele, deixado ele repousar a cabeça nas suas fronhas cheirando a lavanda, ele havia usufruído de sua paixão e nudez, ela havia lhe dado metade de sua cama, lavado seus pratos sujos depois do jantar.Tinha perdido sua liberdade, dividido seus sonhos, que anos mais tarde percebeu serem sonhos sonhados sozinha...E ele tudo aceitou, dando a elas esperanças de uma vida feliz...Um dia, na manhã de seu aniversario de 49 anos, Maria acordou de um sono pesado, depois de ter ido dormir com o rosto lavado de lagrimas. Estendeu a mão, o lado da cama frio e desocupado lhe dizia que ele tinha acordado, ou talvez nem deitado, chamou seu nome baixinho “ Dioniso”. Caminhou ainda zonza ate a pequena cozinha, tomou um gole de café requentado e doce demais, seus olho então pousaram na mesa de fórmica azul onde ele havia largado a chave da porta, que anos atrás havia aceitado junto com seu coração...Voltou ansiosa pro quarto, abriu o armário e deparou-se com um vão vazio onde antes pendurava seus paletós e camisas engomadas com tanto capricho e carinho....Maria entendeu...Nem um bilhete, ele apenas havia devolvido a chave...Maria comeu do pequeno bolo que havia feito na noite passada, enquanto esperava por ele ate madrugada...Comia pequenos pedaços com os dedos sujos de glacê, enquanto lagrimas engasgavam em sua garganta.
Escrito por Ana D às 11h04
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Tenho aprendido muito com o jardim. Os girassóis, por exemplo, que vistos assim de fora parecem flores simples, fáceis, até um pouco brutas. Pois não são. Girassol leva tempo se preparando, cresce devagar, enfrentando mil inimigos, formigas vorazes , caracóis do mal, ventos destruidores. Depois de meses, um dia, pá! Lá esta o botãozinho todo catita, parece que já vai abrir.(Caio Fernando Abreu)
Enquanto arruma as poucas roupas dentro da mochila, ele me dá um pacotinho de sementes de girassol, que sua mãe havia mandando pra mim. Aquele era um gesto de carinho, um vinculo de afeto.E eu pensava. Ele é doce como o desejo, com sua cara de sorriso pequeno. Suas historias cheias de detalhes engraçados me alivia os dias. Esta sempre me falando, me ligando,nesta semana, nas seguintes e por todos os dias vindouros. Porque estamos distantes, mas de certa forma “longeperto” e isso me conforta.
Começou com palavras de simpatia mútua, mas um dia nos vimos selando sem palavras, um pacto talvez quase-eterno, feito entre baforadas de cigarro, devaneios e histórias nossas e de pessoas...Sua presença constante foi-me fazendo dissolver monotonias, nossa cumplicidade e coincidências espirituais foram caricias em meus dias. Ele escreve sobre política, preconceito e pena de morte. Mas as vezes escreve sobre filhos, sentir solidão, amor e musas inspiradoras. Ás vezes troca o X por Ch, porque no ginásio fugiu das aulas de português, mas é inspirado ao dominar palavras. Rolávamos no colchão e ele tentava me ensinar formulas matemáticas. Às vezes há os estranhamentos e pequenos momento de irritação, um beijo desviado, os medos imperceptíveis, os caminhos que ainda tateamos no escuro.
Conversamos sobre OVNIs, almas e elfos. Ele não ora, mas crê na Natureza, eu rezo mas não gosto de missa. Ele quer ir ao Nepal e quer escalar o K2, eu quero peregrinar pelas ruas de Rabat e comprar incenso. As vezes ele junta as sobrancelhas e fica serio, as vezes senta-se ao longe acende um cigarro e me sorri...Me chama com um “psiu” quando eu to distraída vendo TV, ao que eu respondo com uma piscadela de olho e um sussurro de “lindo” pra ele fazer leitura labial... Sempre fumou demais e ultimamente trocou o filtro branco pelo amarelo, o que é pior. Somos confusos. Ele me chama mimada e encrenqueira e depois diz que não pensa isso de mim. Eu brigo com ele, fico puta da vida e depois digo que num tava zangada não. Rimos muito e às vezes não entendemos nada. Eu adoro comida exótica e ele só arroz com feijão e lasanha.
Eu levo ele a lugares que ele não foi antes e sorrimos cúmplices e extasiados porque estamos juntos. Ou não gostamos de alguém, ou gostamos muito. Hoje amamos muito um ao outro. Ele é como um amigo, um afeto, diria a metade. Por ele eu choraria uma hora inteira com a cara enfiada num travesseiro resmungando saudade, iluminada por uma lua redonda, soprada por uma brisa suave, sob os dias de sua ausência. Mas por ele eu atravesso fronteiras, conto 840 passos, encurto distância, pra finalmente saber que não há mais aquela sensação de “estou feliz, vivendo esta vida, mas falta uma coisa em mim”.... Agora eu tenho um girassol, porque há algum tempo atrás, a mãe dele me deu as sementes e eu cultivei com amor...
Escrito por Ana D às 21h37
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Marrocos
Um dia eu hei de pousar meus olhos em terras quentes, em montanhas ao longe, um dia hei de ver tendas, sentir cheiro de especiarias, um dia hei de comprar braceletes de lápis-lazúlis. Um dia hei de percorrer becos tortuosos com construções baixas, de ver encantadores de serpente, ouvir o grito dos mercadores, de cruzar com mulheres de olhos negros enroladas em panos coloridos e homens vestidos de tecidos claro, contrastando com a pele morena...Um dia hei de vagar pela cidade branca , um dia hei de molhar meus pés no Estreito de Gibraltar onde o mar de lá quase toca a Espanha......Um dia hei de percorrer desertos, de ver ao longe as silhuetas das medinas , um dia hei...
E você, qual seu lugar mágico ?
Escrito por Ana D às 21h43
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Fim De Festa rsrs,
E neste domingo só uma passadinha para agradecer a todos os votos de felicidade recebidos nestes dias de aniversário...Adoráveis...
Pros Amigos
Nos fins de tarde,
pelas rua que percorro
cruzo-me com eles,
novos e velhos amigos,
E a cada nova descoberta
o meu tempo passa sublimemente
ate que chegamos ao anoitecer ...
E todos os dias juntos,
nossos olhares amanhecerão,
talvez ainda presos ao quotidiano,
mas ainda assim,
com vontade de repartir
anseios e sorrisos...
Escrito por Ana D às 22h49
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Quem
escreve ? Sou a Ana D, libriana do dia 01/10, to na casa dos 30, carioca, nascida, criada e vivendo no Rio de
Janeiro. Trabalho em algo burocrático, mas tenho a mente inexata e
subjetiva sempre, exceto na hora de fechar um contrato.Adoro animais,
domesticados e selvagens, os grandes e os pequenos, os irracionais e os
racionais..Desde cedo leio muito, gosto de viagens, desvendar mundos e
pessoas.Sorrio bastante, mas tenho momentos de irritação, como costumo dizer,
meu humor depende do vento que pego.Acordo bem, mas se pegar um “vento virado”,
posso ficar insuportável.Tenho muitos conhecidos, sou muito sociável, mas
tenho poucos amigos em quem confio..Tenho um irmão de sangue e uma irmã por
escolha e afinidade de alma. Tenho pai e mãe de quem sou uma mistura.A
explosividade materna adicionado ao ar “blasé” paterno.Quero ter uma casa de
campo feita de madeira com um jardim. Tenho uma caixa onde guardo cartas, fotos
e lembranças.Adoro comer, dançar, falar coisas profundas e bobeiras.Não vivo sem
música e livros.Adoro rir entre amigos.Já fiz loucura de amor.Gosto de dias de
frio, e praia com chuva.Às vezes gosto de sair pra badalar, às vezes gosto de
ficar quieta em casa “morcegando”, deitada olhando pro teto e pensando na vida,
ou em frente ao PC. Não gosto de usar bolsa marrom com sapato preto, adoro jeans
com camiseta e saltoo.Nunca sofri grandes dramas pessoais, somente algumas
decepções emocionais,já chorei por alguém já sorri com alguém, já amei e não fui
correspondida, já fui amada e não correspondi, já sofri um acidente de carro
serio em que praticamente sai ilesa.Acredito em Deus, rezo, adoro azul céu e
preto, tenho amigos distantes.Estou apaixonada.Por fim, sou curiosa, amiga,
extremamente sincera (ate demais às vezes), complicada, impaciente, às vezes
egoísta, exigente, amorosa, divertida, tenho bom coração, choro por qualquer
coisa desde um cachorro abandonado, gente sofrendo, ate fim de filme
triste.Sarcástica, sempre a querer saber de tudo, sempre a querer ter respostas,
sempre a ter um POR QUE em mente....Sou um pouco dramática e de
extremos. Posso ta tristíssima agora e no minuto seguinte ta me sentindo
ótima, zangada agora e de bem em dez minutos..Acho que sou um tanto
comum..Escrevi muito e não disse nem um por cento do que sou.Mas ainda acho que
o que escrevo me desvenda um pouco.Então....

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